MPox no DF há 80 doses de vacina e aplicação segue critérios técnicos definidos pela Saúde

MPox no DF: há 80 doses de vacina e aplicação segue critérios técnicos definidos pela Saúde

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou que o DF possui atualmente 80 doses da vacina contra a mpox, destinadas a públicos específicos, conforme protocolos técnicos vigentes. As informações foram repassadas ao portal Metrópoles. Do total disponível, 68 doses estão armazenadas na Gerência de Rede de Frio, responsável pelo controle e conservação adequada dos imunizantes.

Outras 12 doses permanecem no Hospital Universitário de Brasília (HUB), unidade de referência no atendimento e suporte a casos que demandam acompanhamento especializado.

DF registra um caso confirmado em 2026

Em janeiro de 2026, o Distrito Federal confirmou um caso de mpox. De acordo com os dados divulgados, o paciente apresentou quadro clínico estável e não houve necessidade de internação hospitalar. Até o momento, não existem outros casos sob investigação na capital federal.

No cenário nacional, o Brasil já contabiliza mais de 80 registros da doença em 2026, segundo informações oficiais divulgadas pelas autoridades sanitárias.

Quem pode receber a vacina contra mpox

A vacinação contra a mpox não é destinada à população em geral. A aplicação ocorre de forma estratégica e direcionada, com base em critérios técnicos definidos pelas autoridades de saúde.

Os grupos contemplados incluem:

Pessoas vivendo com HIV/Aids

Indivíduos com diagnóstico de HIV/Aids, especialmente aqueles com imunossupressão significativa, estão entre os públicos elegíveis para vacinação, considerando o maior risco de evolução para quadros mais graves.

Pessoas com imunossupressão grave

Pacientes com condições que comprometem o sistema imunológico, como alguns tipos de câncer, uso prolongado de imunossupressores ou doenças autoimunes em tratamento, também podem ser incluídos na estratégia de imunização.

Profissionais de laboratório

Profissionais que manipulam diretamente o vírus em ambiente laboratorial fazem parte do grupo prioritário, devido ao risco ocupacional.

Contatos de casos confirmados ou suspeitos

A vacinação também pode ser indicada como medida pós-exposição para pessoas que tiveram contato direto com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação epidemiológica.

O que é a mpox

A mpox é uma doença zoonótica causada pelo vírus MPXV, pertencente à família Orthopoxvirus. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1958, após surtos observados em macacos mantidos em cativeiro para pesquisa científica. No entanto, estudos apontam que os principais reservatórios naturais são roedores.

O primeiro caso humano foi registrado em 1970, na República Democrática do Congo. Desde então, a doença passou a ser monitorada internacionalmente, especialmente após registros de disseminação em diferentes países nos últimos anos.

Como ocorre a transmissão

A transmissão da mpox acontece principalmente por:

  • Contato direto com lesões cutâneas de pessoa infectada;
  • Contato com fluidos corporais;
  • Manuseio de objetos contaminados;
  • Contato próximo e prolongado com indivíduo infectado.

Ambientes domiciliares e relações de convivência próxima representam maior risco de transmissão quando não há adoção de medidas de proteção.

Sintomas e evolução clínica

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). Posteriormente, podem surgir lesões na pele, que evoluem de manchas para vesículas e crostas.

Na maioria dos casos, a evolução é autolimitada, com recuperação entre duas e quatro semanas. Contudo, pessoas imunossuprimidas podem apresentar maior risco de complicações.

Medidas de prevenção

A principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com pessoas infectadas e com materiais potencialmente contaminados.

Quando o contato é inevitável, as autoridades de saúde recomendam o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como:

  • Luvas;
  • Máscaras;
  • Avental;
  • Óculos de proteção.

A SES-DF reforça que as estratégias de vacinação e monitoramento seguem protocolos técnicos e critérios epidemiológicos, com objetivo de proteger grupos mais vulneráveis e reduzir o risco de disseminação da doença no Distrito Federal.

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